Planos de Saúde insistem em negar a cobertura da remoção de pele pós bariátrica

Young chubby woman with oversized pant --- Image by © Philipp Dimitri/Westend61/Corbis

Indiscutivelmente a cirurgia bariátrica, também conhecida como redução de estômago, é um dos métodos mais eficazes de combate a obesidade. É comum vermos pacientes que foram submetidos a ela perderem em alguns meses mais de cinquenta ou sessenta quilos.

Com isso, significativa parte das pessoas que passam por este tratamento apresenta um quadro de excesso de pele flácida no corpo, o que acarreta a indicação médica pela abdominoplastia (cirurgia plástica de remoção de pele). Neste momento costuma vir a desagradável surpresa: o plano de saúde nega a cobertura do procedimento alegando tratar-se de mera estética.

Para entender porque isso não procede e não é aceito pela jurisprudência é preciso considerar que a grande quantidade de pele sobrando causa dermatites, assaduras, maus odores e até mesmo traz dificuldade ao indivíduo na realização de tarefas cotidianas, prejudicando sua qualidade de vida. Isto é tão sério que o procedimento é considerado continuação do tratamento contra a obesidade e já foi incluído na portaria 245 do Ministério da Saúde na parte de pós-operatório da cirurgia de redução de estômago.

Afastado o caráter meramente estético e entendendo-se pelo reparador, o consumidor tem direito. Até porque se não tivesse direito a ter sua saúde resguardada, não haveria motivo de manter-se em um plano de saúde.

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